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Dezembro 8, 2008
papai noel e o roxinol, o que É marry christi.
entre outros… uôôô meu puááái!
A carta de Denise.
Dezembro 2, 2008
Esses dias no ônibus vi uma mocinha matutando. Segue o email criminosamente transcrito:
É duro admitir isso, mas eu ainda não te esqueci.
Os mais de três mil quilômetros que me separam de você, assim como os mais de cinco meses sem sequer olhar prá tua cara parecem não ter surtido efeito algum.
Minha cabeça, assim como algumas pessoas ao meu redor (à quem eu ingenuamente contei sobre você), continua me dizendo que “Agora não tem mais jeito.”.
A minha vontade é que eu sequer tivesse te conhecido, e tivesse continuado naquele hiato emocional o qual eu me encontrava por um ótimo um ano e meio. Um ano e meio apenas acompanhando a vida dos outros, sem me ocupar verdadeiramente com a minha.
Estar aqui já é difícil; saber que você daria o mundo pra estar no meu lugar é quase um castigo. Isso me faz lembrar de você a cada passo.
Em qualquer lugar que eu olhe, ainda procuro um par de olhos que me lembre o seu. Já não sei se isso é hábito ou se é instinto.
Se eu fosse fazer uma lista de cada coisa que me traz o que eu chamo de “maldição da lembrança”, é bem capaz de sair um livro tão grande quanto Guerra e Paz.
Nesses dias frios de inverno, o que me esquenta facilmente é lembrar de você. Mas nao se lisonjeie, o calor que me sobe é de raiva. Raiva do que nao foi, do que nao vai ser. Raiva de mim, de você e de todas as circunstâncias.Com ódio, um certo carinho e esperança em não te ver nunca mais na minha vida,
Denise.
Força, Denise. Uma hora melhora.
Dá-lhe!
Dezembro 1, 2008
“Olhando o fogo, também pensei em seu poder
hipnótico e em como ele devia inflamar a
imaginação de quem o contemplava, no tempo das
cavernas, e via nele fantasmas e presságios.
O fogo era, de certa forma, a televisão da
pré-história – com uma programação muito melhor.”
L. F. Verissimo
Cultura, cafeína e o que ninguém explica.
Dezembro 1, 2008
Ah sim, a Cultura.
É um dos lugares para o qual eu me aparato mais freqüentemente. Na tentativa de recuperar o tempo perdido, eu me imagino pousado naqueles puffs, olhando pra o teto e admirando aquele aquele dragão de madeira, o tom das luzes, as estantes, a calma.
Eu misturo imaginação e lembrança e me vejo com o melhor beija-flor que conheço, dividindo as visões do mundo das duas últimas semanas. Observamos pessoas (pessoos, em especial), imaginamos as vidas de cada um, criamos nossos roteiros de filmes com histórias que se entrelaçam, nos encantamos com crianças que ainda descobrem que um livro legal nas mãos pode ser tão bom quanto o desenho visto de manhã antes de ir à escola.
Quando o fim da tarde começa a chegar – assim como o prazo das respectivas fadas-madrinhas -, nos retiramos, compramos um café gelado e um chá e voltamos despreocupadamente pela melhor das avenidas ou por uma de suas paralelas, fazendo o que fazemos de melhor: amigando.
Saramago tem razão, Marvin Gaye e Leoni também.