Matutava. Descobri naquele instante que de todos os momentos que registrei, que passei para papel, de nada valeram. Cada fotografia foi e continua sendo um espelho quebrado. Cada uma delas é um reflexo do olhar que eu tive, mas nenhuma registrou o que o olhar em si. Elas nunca dirão o que eu quis dizer, e serviram (servem?) apenas pra me mostrar que, não importa o que eu faça, momento sempre vai ser antônimo de eterno.
No fim, tudo o que eu fiz, e faço, é uma tentativa de deixar o presente, que acabou de virar passado, em alguma coisa que dura. Mas nada, absolutamente nada, dura.

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