Good old Buk’s book.

Outubro 24, 2009

let not

let not the people be your
foundation,
not the young girls,
not the old girls,
not the young men,
not the old men,
not those in-between,
not any of these,
let not the people be on your
foundation.

rather
build on sand
build on landfills,
build over cesspools,
build over graveyards,
build even over water,
but don’t build on the
people.

they are a bad bet,
the worst bet you can make.

build it elsewhere,
anywhere else,
anywhere
but on the people,
the headless, heartless
mass
mucking up the
centuries,
the days,
the nights,
the towns, the cities, the
nations,
the earth,
the stratosphere,
mucking up the light,
mucking up
all chance,
here,
totally mucking
it up
then
now
tomorrow.

anything,
compared to the people,
is a foundation worth
searching for.

anything.

Páginas: 1 2 3 4

Vem chegando assim, devagarzinho.
Uma brisa aqui, outra acolá, e quem cuida dizendo
“e a blusa, não vai levar?”.

Arrepia, rodopia, alegria.
No rosto um sorriso, no pescoço um lenço, nas mãos, calor.
E o vento gelando meu rosto, até que eu sinta dor.
E vem chegando aquela calma, assim, devagarzinho.
Verde, amarelo, vermelho, sequinho.

Agosto 1, 2009

Parece que eu bodeei de coisas demais. Bodeei de televisão, bodeei de ler, bodeei de carro, bodeei de ouvir música o tempo todo (estou de volta à fase “cantarolar”). Bodeei disso e daquilo, e bodeei de bodear. Para os leigos, bodear é ficar de saco cheio. Quando eu penso “putz, bodeei”, me vejo na cama, com as maos na barriga, olhando pro teto branco. Assim, a perfeita imagem de tédio.
E eu tô bodeando de escrever também, porque no fundo eu nao tenho muito o que dizer.

fala por si só.

Acho que eu ainda não consegui deixar de pôr as coisas em caixas. Como se não bastasse guardar objetos do meu passado nelas, agora eu coloco pessoas (reparou na coisificação das mesmas, né?).
Parece que aquelas pessoas do meu passado que eu quero guardar longe dos olhos e perto do coração estão ali, numa caixinha. De vez em quando uma delas chuta, emite um som dizendo “Ei, estou aqui. Você ainda se lembra de mim?” e eu, sem saber o que lhe dizer, apenas passo reto, deixo pra depois, morrendo de medo que a consideração que essa pessoa tem por mim sublime, como naftalina num guarda-roupa.
Eu me sinto incapaz por isso. Eu vejo que o carinho da pessoa está ali, e sei que se eu estivesse no lugar dela, não dirigiria uma palavra sequer à mim, depois de três meses sem resposta alguma à um coração aberto.
Me olho no espelho, digo com a boca cheia que não valho a pena e, mesmo assim, passo reto pela caixa ali, arrumadinha, que continua emitindo som.

Deveria chamar isso de covardia?

- estamos vendo todas as temporadas outra vez.
- todas? get a life!
- pra fazer o que com ela?

*
- não agüento mais esse friozinho. já era pra estar quente!
-  e que diferença faz?

*

- cara, não dá mais pra ficar perto da minha irmã, sério. falta muita cultura!
pensamento: porque você é muito culto.

*

- bla…bla…bla…bla…bla…bla…
- você j­á parou pra pensar que podem haver 2 covardes nessa história, 3 comigo?
- como assim?
- um que nao fala o que pensa, outro que já falou e cansou, e outro que só assiste pra não viver a própria história?

Páginas: 1 2 3