NY #1

Abril 11, 2009

Oh deus, estou amando NY.
Prédios que passam dos três andares (e passam muito), pelo menos 3 buzinas por segundo, farol por todo o canto, muitos e muitos letreiros, gente comprando, frio, ruas abarrotadas, cheiro de monóxido de carbono partout!
Saí sendo fugida disso, e quando tudo o que eu quero é voltar, me aparece NY. Nada de Francês! Até agora, Inglês o tempo todo, claro; algumas poucas palavras de tequieromiero e várias palavras em italiano, a língua mais bonita do mundo depois do português. E aliás, tinha um italiano autêntico na Times Square, falando em italiano autêntico com eu amigo também italiano autêntico. E pra melhorar o quadro, o cara ainda tinha uma bengala, que, obviamente, foi fruto de uma queda no pólo. Porque o pólo? Porque italiano quando se machuca é príncipe, e todo mundo sabe que príncipes só se machucam assim.

Grazie mille, chinaski!

São Google.

Abril 9, 2009

1) Escreva sobre alguma coisa sobre a qual você não sabe e BUM! O Google te explica.

2) Seu serviço de e-mail não manda mensagens dia-sim dia-não pra te mostras as novíssimas novas novidades do novo gtalk.

3) Me permite uma semi-viagem para um dos lugares que eu mais gosto no mundo, onde não vou sempre porque as asas são de Rouxinol e não de Condor Andino.

Amém.

minha garoa.

Março 16, 2009

Tem certas coisas que só acontecem em São Paulo.  A pipocação dos prédios muda o jeito de viver do paulistano.  Quando o paulistano é um paulistaninho, ele não pergunta aos amigos “onde fica a sua casa”, e sim “onde é o seu prédio”. Quando tem jogo, a inimizade de palmeirenses, corinthianos e são-paulinos se revela, especialmente se eles coabitam um edifício. Os “chupa porcadaaa/bambizadaaaa/z-éleeeeeee” das quartas-feiras definem se nos próximos sete dias o seu elevador vai parar em quase todos os andares ou se um determinado vizinho vai segurar o elevador pra você na garagem.

Tem certas coisas que só acontecem em São Paulo.

para Francisco

Março 10, 2009

Quando eu leio blogs assim, tenho que me lembrar que sou um Rouxinol e não uma pata.

Petits Bonheurs

Fevereiro 17, 2009

Cheiro de roupa limpa, sol&frio, observar chuvas de verão, tomar sorvete em dias muito quentes, tomar banho de rio, banho de piscina, banho de chuva, banho quente, banho de sol. Passar horas em uma livraria. Passar horas em um café jogando conversa fora. Andar sem saber onde ir. Encontrar objetos de infância. Cães. Esquilos. Escutar os talos de alface quebrando enquanto são mastigados. Contar estrelas. Observar o nascer e o pôr do sol de algum lugar alto. Ensinar algo à uma criança (e fazê-la se interessar por isso). Aprender com uma criança. Ver alguém querido sorrir por pouca coisa. Cozinhar. Comer comida brasileira, italiana, japonesa, alemã. Érable com ovos ou torradas no café da manhã. Um bom café brasileiro. Comprar algo que se quer há muito tempo. Observar o movimento na rua durante a madrugada. Ler. Escutar e cantar músicas quando estou só. Fotografar algo em movimento. Ver algum estrangeiro em contato com a língua portuguesa. Estar em meio à vida noturna paulistana. 15 minutos a mais de sono de manhã. Emocionar alguém. Deitar na grama. Cair na cama depois de um dia exaustivo. Viajar. Sentir o vento no rosto quando se anda de bicicleta. Deixar o vento levantar e abaixar meu braço quando o coloco para fora da janela de um carro. Brincar com a fumaça que sai da boca quando faz frio. Reencontrar alguém que nao se vê há muito tempo. Escutar música brasileira em rádio internacional. Casa limpa. Chocolate. Dançar. Achar dinheiro. Chorar de rir.